Você sabe o que é o sarampo?
É uma doença infecciosa, viral, altamente contagiosa, que pode levar a sérias complicações como pneumonia, inflamação do ouvido, surdez, dano cerebral, desidratação, diarreia intensa, etc e até a morte, especialmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. É transmitido de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias (ao tossir, espirrar ou falar). Os principais sintomas estão demonstrados nas figuras abaixo.

Figura 1: http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/SARAMPO_DIVEP.pdf

Figura 2: http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/SARAMPO_DIVEP.pdf
Situação do Sarampo no Brasil
A doença é uma das principais causas de morte infantil em países pobres. Nos últimos anos, os casos de sarampo têm sido notificados em várias partes do mundo e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países europeus e africanos registraram o maior número de casos da doença. No Brasil, foram registrados no ano de 2015, surtos de sarampo ocorridos nos Estados do Ceará, São Paulo e Roraima. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a região das Américas livre do sarampo. No entanto, em 2018 o Brasil enfrentou a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em 11 Estados.
Por que o sarampo está voltando?
A baixa imunização é um dos motivos de o vírus ter voltado a circular no Brasil, além dos movimentos migratórios, principalmente o originado pelo país vizinho, a Venezuela, que enfrenta desde julho de 2017 um surto de sarampo. A atual situação política e econômica enfrentada pelo país ocasiona um intenso movimento de pessoas entrando e saindo do país que contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas, como ocorreu no Brasil, começando pela região norte no Estado de Roraima se estendendo para outras regiões.
O que devemos fazer daqui para frente?
A vacina é a única forma de prevenção do sarampo e são recomendadas duas doses para garantir a proteção contra a doença. A vacina para prevenção do sarampo está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 6 meses de idade e ela só é contraindicada em mulheres grávidas e menores de 6 meses.
Mesmo com todo o empenho do Ministério da Saúde para garantir a distribuição e a aplicação das vacinas, ainda há pessoas e grupos em todo mundo que declaram preocupações com a segurança e necessidade da aplicação das vacinas, como o chamado movimento antivacina, representando uma ameaça à saúde global. A perda da confiança nas vacinas pode levar à diminuição das coberturas vacinais com todas as suas consequências, como o reaparecimento de doenças até então ditas controladas, como é o caso do sarampo.

Figura 3: https://nacoesunidas.org/embaixadora-do-unicef-monica-apoia-campanha-de-vacinacao-do-brasil-contra-sarampo-e-polio/
Como vimos, o fato de não se vacinar pode criar situação favorável para propagação do vírus, podendo vir a se tornar um problema de saúde no mundo todo. Com os fluxos de pessoas em mudança entre diversas partes do mundo e viagens internacionais, as doenças circulam no planeta mais rapidamente. Daí a importância de manter vacinação em dia. A decisão de vacinar-se é além de um direito individual, uma questão de saúde pública e esforço conjunto, que previne óbitos e sequelas. Vacinas foram criadas para a preservação da vida e propiciar que um dos maiores avanços da humanidade na saúde (a criação das vacinas) se torne um vilão da sociedade é reprovável. Dessa forma, cuide-se!

Pense bem!
O que é melhor?
Prevenir ou tratar ou uma doença grave?
Você e seu filho(a) estão realmente bem sem a vacinação em dia?