SAÚDE GLOBAL
Seja você mesmo; todos os outros já existem.
— Oscar Wilde.
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Este é só o começo do blog, então fique de olho. Assine abaixo para receber notificações das minhas postagens novas.
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Este é um exemplo de post, publicado originalmente como parte da Blogging University. Inscreva-se em um dos nossos 10 programas e comece o seu blog do jeito certo.
Você vai publicar um post hoje. Não se preocupe com a aparência do seu blog. Não tem problema se você ainda não tiver dado um nome para ele ou se parecer complicado. Basta clicar no botão “Novo post” e dizer por que você está aqui.
Por que fazer isso?
O post pode ser curto ou longo, uma introdução à sua vida ou uma declaração de missão para o blog, um manifesto para o futuro ou um simples resumo dos tópicos que você planeja publicar.
Para ajudar você a começar, confira algumas perguntas:
Você não precisa se ater a nada disso. Uma das partes mais interessantes sobre os blogs é que eles evoluem constantemente enquanto aprendemos, crescemos e interagimos uns com os outros, mas é sempre bom saber de onde e por que você começou. Além disso, organizar seus objetivos pode dar ideias para outros posts.
Não sabe por onde começar? Escreva o que vier primeiro à cabeça. Anne Lamott, autora de um livro sobre escrita que amamos, diz que você precisa se permitir escrever um “primeiro esboço ruim”. Anne tem razão. Comece a escrever e se preocupe em editar depois.
Quando estiver tudo pronto para publicar, selecione de três a cinco tags que descrevam o foco do seu blog, como escrita, fotografia, ficção, maternidade, gastronomia, carros, filmes, esportes ou o que for. Essas tags ajudarão as pessoas que se interessam por esses tópicos a encontrar seu blog no Leitor. Não deixe de incluir a tag “zerotohero” para que novos blogueiros também encontrem você.

Você sabe o que significa Saúde Única ou One Health?
Saúde Única é o termo trata da integração entre a saúde humana, a saúde animal, o ambiente e a adoção de políticas públicas efetivas para prevenção e controle de doenças trabalhando nos níveis local, regional, nacional e global. Enquanto as pessoas viverem próximas ou junto com animais – sejam eles de estimação, na pecuária ou selvagens – a realidade dessa situação é o surgimento de doenças. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) estima, por exemplo, que 60% de todas as doenças que afetam os humanos podem ser transmitidas por animais e as mudanças climáticas contribuem para dispersão dos agentes transmissores em várias partes do mundo. À medida que o mundo de hoje se torna cada vez mais conectado, a necessidade de aplicar efetivamente o conceito One Health só aumenta para manter as pessoas e os animais protegidos contra doenças e melhorar a qualidade de vida em todo o mundo em um meio ambiente equilibrado.
Mas o que é a doença provocada pelo vírus Ebola e qual sua relação com a Saúde Única?

O surgimento e propagação de diversas doenças como é o caso da doença provocada pelo vírus Ebola pode ser atribuído ao desequilíbrio da relação do homem, com os animais e o meio ambiente. É uma doença grave, fatal e altamente contagiosa causada ocorrendo esporadicamente em países da África. O reservatório natural do vírus permanece desconhecido. Com base em evidências, pesquisadores acreditam que o vírus pode ser veiculado por animais oriundos da África e que morcegos possam ser o mais provável reservatório do vírus. As mudanças climáticas e o uso indevido da terra, como os desmatamentos geram interrupções nas condições ambientais e habitats fornecendo novas oportunidades para doenças passarem para os animais e destes para o home.
O vírus é transmitido pelo contato direto ou indireto com o sangue ou suor, lágrimas, vômito, fezes, urina, leite materno, sêmen e muco de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos, através dos olhos, nariz, boca e pele com lesão de pessoas sadias. A transmissão também ocorre por meio de objetos que tenham sido contaminados com o vírus. No entanto, na África, o vírus em algumas situações passadas pode ter sido disseminado como resultado da manipulação e alimentação da carne de animais como macacos e também do contato com morcegos doentes.
Por que entender esse problema? Estamos em risco?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o reaparecimento do vírus ebola na República Democrática do Congo voltou a ser uma emergência de saúde pública de preocupação mundial. A epidemia do vírus Ebola desde inícios de 2014 atinge a África Ocidental, em especial a Libéria, Guiné e Serra Leoa, é considerada a maior ameaça da doença de que se tenha registro, ao menos o mais extenso e duradouro até hoje. O surto matou milhares de pessoas. O risco da disseminação de Ebola é real e poder afetar outros Estados, aumentando muito o número de mortes e podendo, em última instância, se alastrar pelo mundo, caso as medidas de prevenção e controles não forem adotadas. Nesse sentido uma abordagem de Saúde Única seria o ideal.
Como enfrentar esse problema?

Nesse contexto, podemos perceber que não há como controlar a disseminação dessa e de outras doenças transmitidas por animais com apenas um olhar e ações direcionadas somente para o cuidado do homem é preciso uma abordagem integrada com medidas de cuidado envolvendo essa tríade, homem, natureza e vida animal cada qual com suas particularidades. O controle da saúde dos animais é uma medida importante para evitar que doenças como o Ebola se espalhe. No caso do Ebola, existe uma associação direta das péssimas condições de vida, fome, falta de acesso aos serviços de saúde e condições de saúde da população e o surgimento da doença, resultantes do processo de globalização.
Combater o Ebola, portanto, trata-se de um desafio, pois requer um empenho global, para manutenção da relação equilibrada entre o homem, a natureza e os animais, por meio da cooperação entre países, bem como a de Organizações – como a OIE, a OMS, FAO (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO), entre outras – a fim de se obter uma ampla disseminação de informação sobre o vírus e sua forma de contágio além de ofertar serviços e profissionais de saúde capacitados para atender as regiões afetadas. Ao agir dessa forma, viabilizam-se medidas mais eficientes de prevenção, controle e tratamento da doença.
A resistência aos antibióticos é atualmente uma das maiores ameaças globais à saúde. Antibióticos são medicamentos usados para prevenir e tratar doenças provocadas por bactérias. Existem diferentes tipos de bactérias e para cada uma delas existe um tratamento com um antibiótico específico. A resistência significa a capacidade de as bactérias resistirem à sua destruição pelos antibióticos, ou seja, elas não morrem durante o tratamento e se multiplicam cada vez mais gerando outras bactérias que também são resistentes. O problema pode afetar qualquer pessoa, seja qual for sua idade ou o país em que vive, porém, aqueles com imunidade mais baixa, como crianças, idosos, com doenças crônicas, têm maior risco.

A resistência aos antibióticos é um processo natural, porém está crescendo perigosamente em todas as partes do mundo, devido ao mau uso destes medicamentos, bem como a deficiência em medidas de prevenção e controle de doenças infecciosas, isto é, àquelas provocadas, principalmente, por bactérias. Novas formas de resistência surgem e se espalham globalmente todos os dias, ameaçando a capacidade de tratar doenças infecciosas comuns – como pneumonia e infecção urinária – com os antibióticos se tornando menos eficazes. Dessa forma, o uso excessivo de antibióticos tanto nos hospitais quanto pela população sem prescrição e acompanhamento médico, e também a interrupção do tratamento com antibiótico antes do tempo determinado podem acelerar a resistência bacteriana.
Quais as consequências?
Como consequência a resistência aos antibióticos, torna o tempo de internação mais longo, eleva os custos com os cuidados à saúde e pode levar a morte. Quando os antibióticos perdem sua ação, o número de infecções mais difíceis de tratar cresce, gerando consequências mais graves a pessoa e o aumento no número de mortes. Esse problema é tão sério que a Organização mundial da Saúde (OMS) colocou o combate da resistência aos antibióticos como uma prioridade. Sem uma ação urgente, caminhamos para uma era pós-antibióticos, em que infecções comuns podem voltar a matar.
Como posso evitar a resistência aos antibióticos?
É preciso conscientizar o público em geral sobre a gravidade do problema da resistência aos antibióticos, pois ela ainda é uma grande ameaça a segurança das pessoas e à saúde global. Embora existam alguns novos antibióticos em desenvolvimento, não se espera que nenhum deles seja efetivo contra as formas mais perigosas de bactérias resistentes aos antibióticos. O fato de ainda muitos morrerem de várias infecções que não puderam ser tratadas devido à resistência significa que algo a mais precisa ser feito. O movimento antivacinas, o uso de antibióticos de forma indiscriminada além de os profissionais da saúde não adotarem corretamente as regras de assepsia podem também estar impactando nesse grande número de pessoas acometidas por infecção.

Dessa forma, o mundo necessita mudar urgentemente a forma de prescrição e de uso dos antibióticos. Mudanças no comportamento também devem incluir ações para reduzir a propagação de infecções por meio de vacinação em dia, lavagem das mãos e boa higienização dos alimentos, utilizando antibióticos apenas quando indicado e prescrito por um profissional de saúde.

Por que precisamos nos preocupar com a saúde das mulheres?
Mesmo com os avanços na melhoria da saúde da mulher nos últimos anos, as mulheres continuam sendo discriminadas, especialmente nos países menos desenvolvidos. Esta desvantagem contribui para as desigualdades econômicas, sociais e de saúde de suas famílias ou delas mesmas durante todo o ciclo da vida. Os resultados na saúde de mulheres, são piores quando este grupo é marginalizado e excluído da sociedade, sendo discriminadas ou vivendo em comunidades carentes, especialmente entre os mais pobres e menos escolarizadas. Além disso, um número ainda excessivo de mulheres, em todo o mundo continua tendo pouco ou nenhum acesso a serviços de saúde e educação essenciais e de qualidade, bem como a ar e água limpos, saneamento adequado e boa nutrição. Enfrentam a violência e a discriminação, não participam plenamente da sociedade e se deparam com outras barreiras ao exercício de seus direitos humanos.
Quais são os desafios de saúde da mulher?
Atualmente, apesar de o mundo dispor do conhecimento necessário para acabar com as mortes evitáveis de mulheres, ainda nos deparamos com sérios problemas da saúde da mulher além de todos os problemas sociais relatados. Em 2013, estimou-se que 289 mil mulheres no mundo tenham morrido como resultado de gravidez e parto, o que significa mais de uma morte a cada dois minutos, isto, óbitos por causas evitáveis. A dificuldade de acesso a serviços de saúde contribui para que, a cada ano, 270 mil mulheres morram de câncer cervical e 225 milhões não tenham acesso ao planejamento familiar. Além disso, uma em cada três mulheres entre 15 e 49 anos sofrem com violência física ou sexual dentro ou fora de suas casas.
O que será preciso fazer para mudar essa situação?
Acredito que pensar na saúde das mulheres implica compreender o que se entende por mulher/vida de mulher e direito e saúde. A melhoria das condições econômicas, sociais e, consequentemente da saúde das mulheres, pode contribuir para melhora de vários desfechos desfavoráveis como a morte de mulheres por causas evitáveis. Como todos os problemas citados podem ser encontrados em toda parte do mundo, principalmente nos países mais pobres, é preciso uma estratégia global específica para o cuidado e atenção à saúde da mulher, através de políticas públicas mais resolutivas e específicas para as mulheres (figura 3).


Você sabe o que é Diplomacia da Saúde?
A diplomacia da saúde se refere a uma cooperação ou “ajuda” técnica internacional à resolução dos problemas e questões existentes no espaço político e técnico da saúde global. Apesar dos grandes avanços econômicos, sociais e científicos nos últimos anos que melhoram a qualidade de vida e as condições de saúde de milhares de pessoas, ainda existe muitas desigualdades internacionais, que produzem enormes problemas sociais e de saúde, principais nos países mais pobres os mais excluídos da economia global. Além disso, a diplomacia da saúde compreende estratégias dos países e cooperação internacional para fortalecer a saúde global e é uma ferramenta para fortalecer a política externa das nações.
Experiências de Cooperação Internacional na saúde do Brasil
O Brasil teve uma participação num processo de cooperação técnica em diversas áreas do campo da saúde fazendo parte de diversos acordos políticos. A presença do país também foi intensa na cooperação com o Haiti, após os terremotos ocorridos naquele país do Caribe, não só liderando a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti) como também oferecendo importante ajuda humanitária e cooperação técnica em saúde. Outro tema de cooperação na agenda internacional é a Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) (Figura 2), dado o protagonismo do Brasil neste campo desde a Rio 92 e, mais recentemente, a Rio+20, além do esforço realizado pela diplomacia do país para a implementação integrada dos ODS.

Outro exemplo raro de ação conjunta de países desenvolvidos e em desenvolvimento, que gerou grande mobilização política, o Brasil teve papel de destaque em 2006, juntamente com França, Chile, Reino Unido e Noruega, do lançamento da Unitaid, entidade que reuniu vários governos e, mais tarde, fundações privadas, dedicada a facilitar o acesso de populações pobres a medicamentos, em condições mais favoráveis de preço. Seu mandato abrangia originalmente apenas o tratamento de Aids, mas passou a cobrir também tratamentos contra a tuberculose e malária e, mais recentemente, medicamentos contra a hepatite C.
Quais os desafios da Diplomacia da Saúde?
Grande parte da saúde mundial é precária e é determinada socialmente. Dessa forma, a comunidade global deve estar disposta e apta a alocar os recursos humanos, técnicos e financeiros para o combate à fome, à pobreza, as desigualdades e exclusões sociais para implementar projetos oportunos de cooperação internacional da saúde. A participação da sociedade civil também é importante processo, seja por ser ela a maior interessada na melhoria da qualidade de vida das pessoas, seja pela sua capacidade de pressionar os governos e contrabalançar os interesses comerciais e políticos envolvidos, criando-se condições para a implementação da agenda da saúde no âmbito dos Estados e nos fóruns internacionais, e para a conformação de uma globalização comprometida com a qualidade de vida das pessoas.
O que são alimentos ultraprocessados e qual o risco para saúde?
Alimentos ultraprocessados são aqueles produzidos com o acréscimo de muitos ingredientes como sal, açúcar, óleos, gorduras, proteínas de soja, do leite, extratos de carne, além de substâncias fabricadas em laboratório a partir de alimentos e de outras fontes como petróleo e carvão. Assim, tais alimentos têm prazo de validade maior, alteração de cor, sabor, aroma e textura. Esses ingredientes e as formas do processamento alteram desfavoravelmente a composição nutricional dos alimentos, aumentando o conteúdo de sódio do alimento, ou a quantidade de calorias. São exemplos de ultraprocessados: biscoitos recheados, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes e macarrão “instantâneo” (figura 1).

Estes alimentos estão amplamente distribuídos no mundo e com acesso facilitado a população, possuem baixo preço quando comparados aos alimentos in natura (ou naturais) e minimamente processados, e portanto, representam um grave problema de saúde pública. O consumo desses alimentos, a longo prazo, juntamente com a falta de atividade física e consumo de bebidas alcóolicas e tabaco, pode trazer sérias consequências à saúde das pessoas, como por exemplo, o risco de doenças do coração, diabetes, pressão alta e obesidade (Figura 2).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (doenças do coração, diabetes, pressão alta) são responsáveis por 68% de mortes em todo o mundo no ano de 2012, sendo que mais de 40% foram mortes de pessoas com menos de 70 anos de idade. A alimentação pouco saudável e a falta de atividade física, além do álcool e fumo, são as principais causas dessas doenças (doenças do coração, diabetes, pressão alta, câncer) e contribuem para a atual situação mundial onde estas doenças e suas complicações aumentam a cada ano.

Existe solução para este problema?
Frente a todos os problemas que o consumo dos alimentos ultraprocessados podem acarretar, torna-se importante estratégias eficazes para prevenir o consumo excessivo desses alimentos desde a infância. A infância é um período crucial para a prevenção de doenças por meio do incentivo e da adoção de hábitos de vida saudáveis que tendem a permanecer durante a fase adulta. A Estratégia Global para Alimentação, Atividade Física e Saúde, da OMS e Guia Alimentar para a População Brasileira, fornecem orientações valiosas sobre alimentação saudável. Combater o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados é, sem dúvida, uma questão de saúde pública, pois previne várias doenças e resgata tanto os alimentos naturais e regionais, da agricultura familiar, como também a qualidade de vida da população.


Você sabe o que é Febre Amarela?
A febre amarela (FA) é uma doença causada por um vírus cujo reservatório natural são os primatas não-humanos (macacos) que habitam as florestas tropicais (figura 2). Ocasionalmente, pode ocorrer casos humanos da doença em áreas urbanas que pode levar a graves complicações até a morte. A transmissão ocorre quando uma pessoa que nunca contraiu a doença ou tomou a vacina circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, o indivíduo pode se tornar fonte de infecção para o mosquito no meio urbano (figura 2). Os principais sinais e sintomas são descritos na figura 3.


Situação da Febre Amarela no Brasil
O Brasil vive, desde dezembro de 2016, um dos maiores surtos de Febre Amarela de transmissão silvestre da sua história, com ocorrência em estados da região Sudeste, principalmente Minas Gerais e Espírito Santo, mas também no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a adotar dose única da vacina contra a FA para as áreas com recomendação para vacinação, em todo o país, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir de agora, as pessoas que já tomaram uma dose não precisam se vacinar mais contra a FA ao longo da vida.
Como podemos evitar a doença?
A vacinação contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. Moradores ou viajantes para as áreas de risco, que atualmente envolve todos os estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da Bahia e alguns municípios dos estados do Piauí, devem ser vacinados. Os viajantes para essas áreas devem ser vacinados pelo menos 10 dias antes da viagem e também pessoas que se deslocam para países endêmicos, conforme recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI). A vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não tenha baixa imunidade, gestantes e mulheres amamentando. Outros cuidados para evitar a propagação da doença estão descritos na figura 4.

Quais são os desafios para melhoria da situação da Febre Amarela?
Vários são os desafios que se apresentam aos profissionais de saúde durante um surto de febre amarela como; oferecer assistência hospitalar de alta complexidade aos pacientes graves; vacinar, em curto espaço de tempo, grande número de pessoas não vacinadas nos locais de ocorrência da doença e controlar assim a infecção; evitando a expansão para áreas urbanas, em áreas infestadas por mosquitos transmissor e com baixa cobertura para a vacina febre amarela ou baixa semelhança de cobertura vacinal. Podemos perceber, dessa forma, como que um problema de saúde local pode se disseminar por diversas regiões podendo vir a ser um problema global se medidas de controle efetivas não forem tomadas, nesse sentido a conscientização da população sobre a importância da vacinação é primordial. Contudo, não basta recomendar e ofertar a vacina; é imperativo que se monitore, de modo permanente, a cobertura da vacinação nas áreas onde é recomendada rotina. Além disso, é necessário também conscientização e a colaboração de cada um de nós no que se refere ao extermínio dos criadouros do mosquito transmissor como destacado anteriormente.
Portanto, sobre a febre amarela, é preciso informar para agir e trabalhar para combater.
Você sabe o que é o sarampo?
É uma doença infecciosa, viral, altamente contagiosa, que pode levar a sérias complicações como pneumonia, inflamação do ouvido, surdez, dano cerebral, desidratação, diarreia intensa, etc e até a morte, especialmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. É transmitido de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias (ao tossir, espirrar ou falar). Os principais sintomas estão demonstrados nas figuras abaixo.


Situação do Sarampo no Brasil
A doença é uma das principais causas de morte infantil em países pobres. Nos últimos anos, os casos de sarampo têm sido notificados em várias partes do mundo e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os países europeus e africanos registraram o maior número de casos da doença. No Brasil, foram registrados no ano de 2015, surtos de sarampo ocorridos nos Estados do Ceará, São Paulo e Roraima. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a região das Américas livre do sarampo. No entanto, em 2018 o Brasil enfrentou a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em 11 Estados.
Por que o sarampo está voltando?
A baixa imunização é um dos motivos de o vírus ter voltado a circular no Brasil, além dos movimentos migratórios, principalmente o originado pelo país vizinho, a Venezuela, que enfrenta desde julho de 2017 um surto de sarampo. A atual situação política e econômica enfrentada pelo país ocasiona um intenso movimento de pessoas entrando e saindo do país que contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas, como ocorreu no Brasil, começando pela região norte no Estado de Roraima se estendendo para outras regiões.
O que devemos fazer daqui para frente?
A vacina é a única forma de prevenção do sarampo e são recomendadas duas doses para garantir a proteção contra a doença. A vacina para prevenção do sarampo está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 6 meses de idade e ela só é contraindicada em mulheres grávidas e menores de 6 meses.
Mesmo com todo o empenho do Ministério da Saúde para garantir a distribuição e a aplicação das vacinas, ainda há pessoas e grupos em todo mundo que declaram preocupações com a segurança e necessidade da aplicação das vacinas, como o chamado movimento antivacina, representando uma ameaça à saúde global. A perda da confiança nas vacinas pode levar à diminuição das coberturas vacinais com todas as suas consequências, como o reaparecimento de doenças até então ditas controladas, como é o caso do sarampo.

Como vimos, o fato de não se vacinar pode criar situação favorável para propagação do vírus, podendo vir a se tornar um problema de saúde no mundo todo. Com os fluxos de pessoas em mudança entre diversas partes do mundo e viagens internacionais, as doenças circulam no planeta mais rapidamente. Daí a importância de manter vacinação em dia. A decisão de vacinar-se é além de um direito individual, uma questão de saúde pública e esforço conjunto, que previne óbitos e sequelas. Vacinas foram criadas para a preservação da vida e propiciar que um dos maiores avanços da humanidade na saúde (a criação das vacinas) se torne um vilão da sociedade é reprovável. Dessa forma, cuide-se!

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